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Gonçalves Dias · Romanticismo

A Minha Rosa (Gonçalves Dias)

portugués

A mim! foi a mim que o ouviste?
Eu! — chamá-la minha rosa!...
De certo que é bem formosa,
Entre criança e mulher!
Se a vejo tão jovem inda,
Tão simples, tão meiga e linda,
Da vida no rosicler;

Podia chamá-la — rosa,
De musgo ou de Alexandria,
Rosa de amor, de poesia,
Mais lhe não dava que o seu;
Porque se essa flor mimosa
Já chegaste ao teu retrato,
Havias ver como a rosa
De repente esmoreceu!

Porém teu amor, querida,
Teu amor que é minha vida,
Que é meu cismar, que é só meu;
Esse que te faz formosa
Entre todas as mulheres,
Onde achá-lo?! — Minha rosa...
Minha és tu!... como sou teu.

Não nego que é meiga e linda,
Entre mulher e criança,
Tão jovem, tão meiga, e ainda
Da vida no rosicler;
Mas tu vales mais do que ela,
Não conheces bem teu preço,
Acho-te muito mais bela,
Como és, — entre anjo e mulher.

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Expediente

Autor
Gonçalves Dias
Título
A Minha Rosa (Gonçalves Dias)
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-minha-rosa-goncalves-dias--goncalves-dias-6a4424
Cita recomendada
Gonçalves Dias, «A Minha Rosa (Gonçalves Dias)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-minha-rosa-goncalves-dias--goncalves-dias-6a4424.html

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