CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaRuy Barbosa

Ruy Barbosa · Vanguardias / s. XX

À Maria Augusta

portugués

Dantes o ondeado cabelo
Deixavas-me sempre vê-lo
Em longos anéis sombrios
Nos ombros teus a chover.
Pendia daqueles fios
Minha alma de amores presa;
E a vista, em volúpia acesa,
Não se cansava de ver.

Como é que agora oprimido,
Tão contrafeito e escondido,
A nativa formosura
Não lhe deixas expandir?
Não vês que em teu rosto a alvura,
Que os próprios lírios suplanta,
Ri mais viva, mais encanta,
Se o deixas solto cair.

Por que as lindas madeixas,
Desfeitas baixar não deixas,
De aroma inefável cheias
Ao colo cândido e nu?
Louquinha, que das cadeias,
Com que os olhos cativas,
Assim sem pena te privas!
Criança ingênua que és tu!...

Olha as rosas nas roseiras
Como se miram faceiras
Naquelas tranças viçosas
De que o estio as adornou:
Se, pois, inveja nas rosas,
Feiticeira linda, as passas,
Por que desprezas as graças
Com que Deus te avantajou?

Primores do céu não tolhas:
As madeixas mais não colhas!
Sedução tão graciosa
Não na queiras tu perder!
Em moldura caprichosa
Deixa a coma deslumbrante,
Livre, airosa, flutuante
Tuas faces envolver!

Sigue explorando

Por su autor
Ruy Barbosa · 2 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

A XXX →

Expediente

Autor
Ruy Barbosa
Título
À Maria Augusta
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-maria-augusta--ruy-barbosa-48f2c8
Cita recomendada
Ruy Barbosa, «À Maria Augusta», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-maria-augusta--ruy-barbosa-48f2c8.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.